A vida é imperfeita, e eu amo isso.
- 29 de mar.
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Ultimamente, ando me sentindo mais feliz, e quando penso sobre, chego à conclusão de que é por que me importo menos que as coisas não sejam perfeitas (claro, pra algumas coisas é mais difícil, como o meu corpo). Eu adoro a imperfeição. Também percebi que consigo me tratar com mais carinho - por exemplo - quando vejo fotos minhas em que estou mais espontânea, não me odeio mais. Gosto do meu sorriso, me aprecio mais, me acho mais bonita, e me acho uma pessoa interessante, coisas que eu tinha muita dificuldade até 2 anos atrás. A terapia teve um papel fundamental nisso... Quis fazer valer a pena todos os momentos da terapia, ouvir com atenção. Não sei se sem a minha psicóloga eu teria chegado nesse espaço de mim mesma.
Também ando me cuidando mais: fazendo exercício físico, tomando mais cuidado com o que como, até por conta das minhas questões de saúde. Quero melhorar. Vejo também que, apesar de tudo, gosto da minha área, mesmo tendo receio do que possa vir mais para frente, dos lugares onde vou dar aula ainda, dos alunos dessas próximas gerações e os desafios, mas ainda acredito na transformação que a arte pode causar neles. Amo a educação, amo arte, amo arte educação.
Claro, nem tudo na minha vida são flores no momento, mas voltei a jogar o que gosto, voltei a consumir coisas que eu gosto, sinto que aos poucos, volto a ser eu mesma, sem a interferência ou julgamento de terceiros, Eu consigo julgar que eu gosto de mim. Consigo ver que sou uma pessoa legal e cheia de coisas pra mostrar pro mundo. Gosto de jogar coisas diferentes, dançar, cantar, penso em fazer lives jogando e mostrando minha personalidade e talvez reunir pessoas legais, editar vídeos, pensar em produção musical, gosto de desenhar e experimentar coisas novas na arte, gosto de ver animes, ler mangás, ler livros de fantasia e infantojuvenis, gosto de jogar vôlei, estudar sobre arte educação, gosto de vídeos de discussões sobre temas sociais, culturais, econômicos, faço terapia, faço exercício físico... isso se não esqueci de algo.
Sou grata pela vida que eu tenho e pelos privilégios que me colocaram na posição que estou hoje. Gosto de viver. Gosto de ser empática, de melhorar como pessoa, melhorar meus valores, conhecer coisa novas, apreciar as coisas pequenas, almejar coisas grandes (mesmo que eu me coloque pra baixo muitas vezes). Tenho que acreditar mais em mim.. Vou errar, e essa é a graça. quero errar para acertar muito mais ainda. Adoro meus amigos, e já errei muito com eles, tanto que perdi muitos no caminho por esses erros. Mas ainda tenho carinho por todos. Espero que de alguma forma, ressentimento não seja o que sobra de mim para aqueles que passaram por aqui.
Tenho vontades que não estou correndo atrás. Medo não é a palavra. Não tenho sonhos, só vivo pelas vontades que me passam, e por enquanto tá tudo bem. Pensamos muito sobre essa coisa de "qual é o meu sonho?" e acabamos deixando de lado as pequenas coisas que são o que nos fazem nós mesmos. Sem o nosso dia a dia, não somos nós, mas sim só um projeto desse futuro no qual criamos expectativas. Mas, também não quero me esquecer de colocar as coisas em prática... Como a Ingrid sempre me fala, tem coisas que só eu posso fazer por mim.
Ainda sobre essa coisa de errar, vi um vídeo de uma menina que tinha o objetivo de ter uma quantidade X de rejeições, e aplicou para várias coisas diferentes, esperando ser rejeitada, e surpreendentemente, foi aceita em muitas delas. Talvez a gente deva ser mais aberto mesmo, tentar sem medo, como quem não tem nada a perder. Quem liga se eu receber mais um não? Eu não ligo, afinal, quantos nãos e reclamações diárias eu já recebo de pequenos aborrecentes de 7 a 10 anos? Acho que nada mais me afeta.
Por isso, quero sempre ter o olhar no agora. Eu já sou completa, e sei que só eu posso me completar, ninguém mais, nem quem eu mais amo, porque no fim eu tenho certeza que quem vai estar aqui por mim se alguma coisa acontecer sou eu. E eu banco!
"A vida? A vida é uma maravilha!"






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